sábado, 14 de março de 2009

Guia de entrevista de emprego (for Dummies)



Em tempos de crise, perder o emprego é uma preocupacão para boa parte da população produtiva. E para quem está desempregado, conseguir um posto de trabalho se torna uma tarefa ainda mais árdua com a diminuição de vagas e o aumento da mão-de-obra qualificada.
Mas manter a auto-estima elevada e permanecer confiante é fundamental. E se por algum motivo você nesse momento se sente inseguro, acha que os seus concorrentes são mais capacitados que você, leia a seguir algumas pérolas que colhi no site de empregos Just Jobs. Os comentários são meus. Depois de lê-las, acredite, você verá o mercado de trabalho (e a humanidade) com outros olhos.

“Uma pessoa me disse que era alérgica a desemprego” (Não esqueça: problemas pessoais devem ficar em casa)

“Um candidato me disse que deveríamos contratá-lo porque ele seria uma grande aquisição para o time de futebol da firma” (Hoje se buscam funcionário multitarefa, é preciso ser versátil)

“Um candidato cantou todas as respostas da entrevista” (Não, o emprego não envolvia música. Portanto, mantenha o foco)

“Um entrevistado disse que deveria ser contratado porque ele já havia concorrido três vezes para aquela vaga, e que agora chegara a vez dele” (Imagine a confidência e certeza com que o candidato deve ter dito isso! Não peque pelo excesso de confiança)

“Um candidado escreveu um press release anunciando a contratação dele para o emprego que ele estava disputando” (Novamente, confiança em demasia não permite que você se prepare para falhas)

“Um sujeito disse que não tinha experiência alguma para aquela vaga, mas que um amigo dele tinha” (Network é importante, mas é preciso assumir responsabilidades. Há limites para delegar)

“O candidato entregou todo seu currículo verbalmente, em forma de rap” (É fundamental saber como e quando dizer as coisas)

“Uma pessoa levou a mãe para a entrevista de emprego e deixou-a responder a todas as perguntas” (Assuma o controle da situação)

“Um candidato mandou o currículo em papel de embrulhar pão. (Uma boa apresentação faz toda a diferença)

A melhor entrevista de emprego do mundo

E a história mais curiosa que já ouvi sobre entrevistas de trabalho foi a de um candidato a um posto em uma grande petroquímica. O fato é verídico e foi assim:

Entrevistador - Quais suas qualificações como químico?
Candidato - Sou formado em química pela USP com PhD na faculdade de Austin, no Texas.

Impressionado e confidente de que poderia ter diante de si a pessoa ideal para o cargo, o entrevistador continua.

Entrevistador - Qual a sua experiência profissional?
Candidato - Quando morei nos Estados Unidos eu montei um laboratório para refino de cocaína. Também fiz alguns trabalho com crack e anfetaminas.

Entrevistador (tentando esconder a incredulidade) - Cocaína?
Candidato. Sim. Na verdade é muito simples.

Nesse momento, o entrevistado aproveitou a deixa para demonstrar seus conhecimentos químicos explicando como se refina cocaína. Conhecimentos que, ainda segundo o entrevistador, eram aparentemente consistentes.

Entrevistador (mantendo a compostura e seguindo o script) - E por que o interesse nessa vaga?
Candidato - Estou tentando mudar de carreira.

O entrevistador jura que não sabe dizer se a parte da carreira foi uma piada de duplo sentido (carreira, cocaína etc...) ou se de fato o experiente químico falava sério.

Imagino o texto naquela parte do currículo onde você fala dos objetivos. Seria algo do tipo: “Quero trocar de carreira, largar a cocaína por um novo desafio fora do mundo do crime”

sexta-feira, 13 de março de 2009

A pirâmide do trabalho (updated)

É como a pirâmide dos alimentos: é preciso ter muita moderação com o que está no topo. Já quanto àquilo que está na base, fique à vontade!

quinta-feira, 12 de março de 2009

Tribalistas no busão e a guerra às drogas



Comovidos com o marasmo que assola as agências de publicidade, os TRIBALISTAS fazem a sua parte (e fazem por conta própria!). Lançamos uma campanha global para nos fazermos conhecidos. Quer anunciar no busão também? Veja o gerador de banner de ônibus aqui.

E em um momento nostálgico (com ou sem acento? essa nova ortografia me mata) lembrei dos Virgulóides e do bizarro hit Bagulho no Bumba, de 1997.

É guerra


E por falar em bagulho, bastante interessante a revista The Economist adotar uma postura em defesa da legalização das drogas. Diversas publicações já se posicionaram nesse sentido, mas sendo a The Economist - notoriamente de direita, tendo mais de 150 anos de tradição e postura conservadora, o fato é notável.

Trecho do editorial da reportagem de capa How to stop the drug wars

"In fact the war on drugs has been a disaster, creating failed states in the developing world even as addiction has flourished in the rich world. By any sensible measure, this 100-year struggle has been illiberal, murderous and pointless. That is why The Economist continues to believe that the least bad policy is to legalise drugs. “Least bad” does not mean good. Legalisation, though clearly better for producer countries, would bring (different) risks to consumer countries. As we outline below, many vulnerable drug-takers would suffer. But in our view, more would gain."

É o que eu digo. Se certos ritmos musicais podem ser consumidos mesmo sem programas de recuperação, não é justo criminalizar todo tipo de droga. Melhor educar, orientar e oferecer outras possibilidades para a ressocialização do dependente.

Guerra dos sexos no escritório

Ok, ok. Estou enfrentando dificuldades para me desvencilhar do mundo corporativo. Mas isto aqui é material de primeira, que nunca vi rolar por aqui. São as diferenças na forma como homens e mulheres são vistos no ambiente de trabalho. É uma visão feminista, estou pensando em fazer uma versão masculina (e mais verdadeira) depois.

A pessoa tem uma foto da família sobre a mesa.
ELE é um homem de família, responsável e sólido.
ELA coloca a família acima da carreira.

A mesa da pessoa está bagunçada.
ELE é obviamente um funcionário trabalhador e ocupado.
ELA é desorganizada.

A pessoa está conversando com os colegas.
ELE deve estar falando do próximo negócio.
ELA está fofocando.

A pessoa não está na mesa.
ELE deve estar em uma reunião.
ELA deve estar no banheiro feminino. Fofocando.

A pessoa não está no escritório.
ELE está em visita a clientes.
ELA deve ter saído para fazer compras.

A pessoa está almoçando com o chefe.
ELE está no caminho certo.
ELA deve estar dando pro chefe.

A pessoa é criticada pelo chefe.
ELE vai provar sua capacidade.
ELA vai ficar muito chateada.

A pessoa fez um mal negócio.
ELE ficou bravo?
ELA chorou?

A pessoa vai se casar.
ELE vai ficar mais estável.
ELA vai ficar grávida e se ausentar do escritório.

A pessoa vai ter um filho.
ELE vai precisar de um aumento.
ELA vai custar muito à empresa.

A pessoa faz uma viagem a trabalho.
É bom para a carreira DELE.
O que o marido DELA vai dizer?

A pessoa sai para um emprego melhor.
ELE sabe reconhecer uma boa oportunidade.
As MULHERES não se fixam.

Excomunga eu, Dom José! E Jesus e Madonna também




Admiro a criatividade alheia, principalmente quando a brincadeira ridiculariza uma posição política que faria sentido há uns 300 ou 400 anos, quando fogueiras e bruxas animavam o cotidiano dos cidadãos.

Hoje recebi o link para o abaixo assinado EXCOMUNGA EU, DOM JOSÉ!:

Destinatário
: Dom José Cardoso Sobrinho, Arcebispo de Olinda e Recife
http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/3969


Para quem não lembra da história, o link aqui.

E o que Dom José diria da relação de Jesus com Madonna? É curioso, sempre achei a piada com os nomes bacana, mas a imprensa dá mais atenção para a diferença de idade entre eles - principalmente no exterior.

E dizem que Sean Penn ao encontrar Madonna no Oscar deu a ela os parabéns por adotar mais uma criança, o Jesus Luz. Quantas vezes será que Penn já deu parabéns ao colega Jack Nicholson, por exemplo, pelas constantes adoções?



E agora torço fervorosamente por um comentário de Dom José sobre a relação do casal (e entraria um José na história). Melhor ainda seria excomungar Madonna e Jesus. Seria grande, seria bíblico!

quarta-feira, 11 de março de 2009

18 razões para servirem álcool no trabalho

É bom estar de volta.
Apesar do nosso reposicionamento, não pude resistir e meu primeiro post desta nova era está relacionado ao mundo corporativo: são as 18 razões para servirem álcool no trabalho.

Tenho um amigo que trabalha em uma empresa de bebidas. Nas reuniões, o chefe liga para a copeira e, ao invés de pedir café, pede uísque 12 anos. Inveja! Agora pergunto: quem produz mais, ele ou eu? A resposta é simples: ele não tem um blog, muito menos o atualiza durante o expediente...

Esse fenômeno ocorre porque servir bebidas alcoólicas no trabalho:

1. Reduz o absenteísmo.
2. Leva a uma comunicação mais transparente.
3. Reduz as reclamações sobre salários.
4. Faz os empregados dizerem o que pensam, e não o que os gestores querem ouvir.
5. Minimiza o aquecimento global, ao estimular as caronas.
6. Aumenta a satisfação no trabalho. Afinal, ninguém ligará se tiver um emprego de merda.
7. Elimina as férias, pois as pessoas preferirão ir trabalhar.
8. Torna os colegas de trabalho mais bonitos.
9. Torna a comida do refeitório mais gostosa.
10. Amplia a chance dos chefes darem aumentos, uma vez que estarão bêbados.
11. Faz as negociações salariais serem muito mais lucrativas.
12. Faz as pessoas trabalharem até mais tarde, já que não precisam ir ao bar relaxar.
13. Torna todos pessoas mais mente aberta.
14. Elimina a necessidade de os funcionários ficarem bêbados na hora do almoço.
15. Amplia consideravelmente as chances de ver colegas nus.
16. Reduz os custos com café, já que os funcionários não precisarão mais ficar sóbrios.
17. Torna o ato de sentar nu na copiadora algo muito menos grosseiro.
18. Transforma qualquer reunião chata no meio da manhã em um agradável happy hour.

Se tiver outras boas sugestões, deixe nos comentários que a gente acrescenta aqui!

Adaptei daqui: 17 Reasons Why Alcohol Should Be Served at Work

terça-feira, 10 de março de 2009

Como a "matemática" ajudou a matar Wall Street

Muito já se disse na imprensa sobre a crise que afetou a economia mundial. Quando se encontra algo novo e surpreendente, com uma nova abordagem do tema, é impossível não reconhecer a genialidade dos autores.

Acredito que esse seja o caso da reportagem Recipe for Disaster: The Formula That Killed Wall Street, publicada na revista Wired de março. O artigo fala sobre a função Gaussian copula, que tornou fácil calcular o risco em Wall Street. Bastava pegar diversos fatores, colocar na fórmula e com algumas contas, num passe de mágica, se obtinha o risco. A função ia tão bem que se tornou uma espécie de tábua sagrada amplamente usada em Wall Street. Bom, isso até alguns meses atrás, quando a economia derreteu e a fórmula se mostrou uma tremenda armadilha que levou aos cálculos subestimados dos riscos.

O personagem principal da história é David X. Li, inventor da fórmula. Hoje ele vive na China e não quis falar com a revista.

Um dos trechos mais interessantes da reportagem, a meu ver, é o comentário de Nassim Nicholas Taleb, autor de The Black Swan (no Brasil A Lógica do Cisne Negro).

"People got very excited about the Gaussian copula because of its mathematical elegance, but the thing never worked," he says. "Co-association between securities is not measurable using correlation," because past history can never prepare you for that one day when everything goes south. "Anything that relies on correlation is charlatanism."

Cabe ressaltar que a reportagem não culpa Li pelo enrosco que a economia se envolveu. Ele apenas inventou um modelo que foi amplamente adotado pelo mercado por ser simples e fácil de usar (além de conveniente).



Acima, gráfico da Wired que explica a função

E mais: alguns defensores da função diziam que ela podia ser usada até mesmo para calcular a durabilidade do seu casamento.

É impressão minha ou isso seria o suficiente para desacreditar qualquer teoria matemática?




segunda-feira, 9 de março de 2009

Noruega, um país surpreendente


A Noruega é um dos países mais interessantes que já visitei. O frio eu já esperava, mas não imaginava o calor com que as pessoas recebiam turistas. Logo na saída da estação de trem em Oslo encontrei um posto de informação. Um atendente com inglês perfeito passou quase 20 minutos me orientando sobre rotas de ônibus, como chegar ao meu hotel e atrações turísticas, como o centro da cidade, na foto acima.


Munch-museet

O Munch-museet (foto acima) - dedicado à vida e obra do artista Edvard Munch - é um dos museus mais seguros que já entrei no mundo inteiro. Portas blindadas de vidro, catracas e dezenas de câmeras, além de simpáticos seguranças (que aparentemente não estavam armados). Tive a impressão que idéia central é usar toda a tecnologia disponível para impedir que qualquer pessoa armada entre, isso sem enfrentamento algum. E caso entre, dificilmente ela sairá de lá (ao menos sem a companhia da polícia). Tanto que após o visitante entrar, só é possível seguir em frente pela sequencia de portas e cancelas, nunca voltar.

E se o Munch-museet impressiona pela segurança, já o Nasjonalgalleriet (Galeria Nacional) é o oposto. Praticamente não há segurança, mas não só expõe mais de uma dezena de obras relevantes de Munch (incluindo O Grito) como a de dezenas de pintores, principalmente europeus - impressionistas como Manet, Monet e Degas; pós-impressionistas Gauguin e Cézanne, além de artistas do século 20 como Picasso e Braque. É supreendente não só pela simplicidade, mas também pela qualidade dos trabalhos

A coleção de peças de artistas noruegueses também é relevante na Nasjonalgalleriet. Um interessante movimento artístico local teve início no começo do século 20, quando o governo da Noruega patrocinou a ida de diversos artistas do país para a França, Munch - depois o de maior destaque - era um dos jovens no grupo.

Vigelandsparken e as esculturas de Gustav Vigeland





Outra atração imperdível de Oslo é o Vigelandsparken. O nome é uma homenagem ao escultor Gustav Vigeland (1869-1943). Foi ele quem idealizou o parque, um projeto que tomou 40 anos da vida do artista. A principal atração é um conjunto de 121 esculturas de granito que simbolizam o ciclo da vida (fotos acima). Os mais conservadores podem achar as cenas um pouco obscenas, mas o conjunto da obra realmente impressiona.

Por fim, uma recente descoberta. Lendo o The Leaping Thought ouvi uma dupla de músicos da Noruega chamada Kings of Convenience. É música fofa, daquelas que grudam e com um videoclipe bem simpático (abaixo). Eles me lembram um pouco Franz Ferdinand.

I'd Rather Dance With You

domingo, 8 de março de 2009

Lost, lost e cada vez mais lost


Um gráfico que atualmente resume minhas impressões sobre Lost. Mas justiça seja feita, a série faz justiça a seu título. Ou alguém não está perdido?

O Curioso Caso de Forrest Gump

Se você assistiu a "O Curioso Caso de Bejamin Button" e "Forest Gump", talvez tenha percebido algumas semelhanças. A turma do Funny or Die montou um vídeo destacando as partes parecidas. Não por acaso, Eric Roth é o roteirista dos dois filmes.

Big Brother, Lost e Jefferson Airplane (e porque fumo bananas)

Quando abro os jornais e tento acompanhar as notícias fico meio perdido. Castelos em Brasília, Collor que saiu mas voltou etc. Mas devo confessar que o meu sentimento de "desorientacão" atinge o ápice quando assisto ao Big Brother Brasil. A versão editada é muito boa. De certa forma é como Lost, uma série de acontecimentos sem sentido mas que você tenta perceber como uma história maior, mais complexa. Se estão mostrando, é porque DEVE existir "algo" a ser desvendado, um desfecho surpreendente. E o Pedro Bial é brilhante, ele é tipo o projeto Darma em forma de gente. Como se toda a trama secreta estivesse ali, na frente dos personagens, dando pistas e mostrando caminhos. O Bial é a união da fumaça e do urso polar, mas declarando citações filosóficas.

Empolgado, resolvi assistir a versão ao vivo que passa no Multishow. Confesso que entendi pouco. Acho que as conversas dos participantes estavam acima do meu nível de compreensão. Na verdade, uns dois níveis acima. Os planos mirabolantes ficaram rasos. Eu já não achava que movendo uma alavanca Ralf escaparia da casa como o malvado Ben da ilha para mudar toda a história. Priscila deixou de ser mágica, tipo aquela mente brilhante e corpo sarado que solucionaria o conflito beleza X intelecto (uma espécie de Kate). Já Max me lembra o doutor Jack, simpático, inteligente, mas sempre mais complexo do que parece. É difícil dizer se atua pelo bem comum ou em causa própria (provavelmente a segunda alternativa). E há a Mirla, uma espécie de Ana-Lucia, a latina bonitona que brigava e dizia coisas sem sentido.



Enfim, Lost e Big Brother são feitos de personagens. E por mais que a história que os una não faça sentido algum, tentamos achar um fio condutor.

Mas decidi, vou ver TV comendo banana. Ou fumando, como diz um gaiato nesse vídeo (abaixo) de uma apresentação do Jefferson Airplane cantando de Somebody To Love e White Rabbit. A essa altura, seja lendo jornal ou assitindo à TV, só nos resta correr atrás do coelho branco e procurar alguém para amar.

sábado, 7 de março de 2009

Orfeu, a mosca e a ópera



Natalie Dessay e Laurent Naouri são casados e estrelas do mundo da ópera. Dificilmente se apresentam juntos. Um deles sempre tenta ficar em casa para cuidar dos dois filhos do casal.

No vídeo acima, o "Fly Duet", da produção de 1997 "Orpheus in the Underworld".

Jupiter, na pele de uma mosca, seduz Euridice. Se você acha que a ópera é um estilo conversador, provavelmente terá argumentos para reavaliar sua opinião.

O mundo mudou... e nós também




Não faz muito tempo esse blog e seus colaboradores jogavam no time do mundo corporativo. Deixamos as grandes corporações, ao menos aquelas que se levam a sério como motores do mundo capitalista. Nossos planos de dominar o mundo também foram pelo ralo acompanhando o derretimento dos impérios econômicos. E o mundo ficou mais sombrio. Mas como de um limão sempre fazemos uma limonada, não se abale, enxugue essa lágrima da sua face. Agora esse blog se volta para as amenidades e curiosidades da vida. Viva o niilismo!

Tudo isso para dizer que o texto abaixo, que acompanhava e descrição desse blog, agora é passado. Estamos nos reposicionando e adaptando ao admirável mundo novo.

"Um blog dadaísta e tribalista que entende o não entendimento do mundo corporativo em seu total e completo escopo de trabalho (não entendeu? "vamos partilhar a nossa expertise em Power Point com você). O excesso de palavras, em uma única linha, e sem pontuação, é parte de nossa estratégia de comunicação corporativa 360º."

O novo texto, abaixo, foi extraído do livro "Na Praia", de Ian McEwan:

"Chegara à descoberta fortuita de que mesmo o sucesso lendário trazia pouca felicidade; só inquietação redobrada e o tormento da ambição"

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Eu voltei (e a máquina do tempo falhou)



Querido leitor, pode voltar a sorrir. Abrace o colega ao lado (ok, já pode largar). Depois de peregrinações que me levaram aos confins do globo, como cantou Roberto Carlos no clássico"O Portão", EU VOLTEI!. Infelizmente o meu cachorro não me sorriu latindo, portanto, devo me conformar com a piscadela safada que o blog me deu em uma tarde em que os grilhões que me prendem à mesa de trabalho foram afrouxados.

E tenho notícias, os Tribalistas deixaram o mundo corporativo. E coincidência ou não, a saída dos Tribalistas de suas respectivas corporações fantasticamente aconteceu quase simultaneamente à crise global que afeta o planeta. E não, não fomos despedidos nem banidos. Ao contrário, saímos com boas recordações e ótimas memórias (essas serão temas para outro post).

Mas agora levamos vidas tranqüilas em bucólicas paisagens interioranas de corporações. Mas empresas de outra natureza, afinal, a coisa é grande, é a grande mídia. Diferentemente do que dizem os detratores, não entramos nessa nova fase para destruir o mundo corporativo por meio da manipulação da informação. Aliás, de tão sérios fazemos criancinhas chorarem. Porém, como já escrevemos muito dia-a-dia, queremos escrever mais (e de graça!) para você.

PS: Minha idéia de inventar a máquina do tempo não funcionou, ou melhor, não funcionará. Ao começar o projeto da máquina do tempo, determinei que logo que a inventasse, voltaria no tempo para entregar a máquina a mim mesmo e assim evitar o trabalho de ter de inventar a máquina. Como não encontrei a mim mesmo, nem há um vácuo no tempo-espaço que tenha destruído o universo, foi fácil deduzir o certo fracasso do meu passado (e futuro) empreendimento.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Novos diálogos de Dilbert

Dilbert: Estou lhe dizendo, se não houver aumentos metade dos engenheiros se demitirá!
Chefe: Este é o objetivo. Estamos tentando reduzir os custos com a folha de pagamentos em 50%.
Dilbert: Mas todas as pessoas INTELIGENTES irão embora!
Chefe: Entendo. Você poderia organizar um almoço de despedida para elas?

- Dilbert, estou formando um grupinho com todo o pessoal jovem, engraçado e solteiro do departamento. Tomaremos drinques na hora do almoço, conversaremos sobre férias em estações de esqui e namoraremos uns com os outros.
- Pode contar comigo.
- Não, não, precisamos de você para fazer o nosso trabalho!

domingo, 14 de setembro de 2008

Férias, longas férias



Caros, há alguns dias deixei o mundo corporativo. Cansado de ganhar milhões no final de todo mês e sufocado pela gravata, pedi demissão para tentar algo novo. Na verdade, algo tão novo que nem mesmo eu sei o que é.
Até o momento, recusei uma oferta para me tornar projetista de super computadores em Los Alamos, também não topei virar ator numa produção de um pornô de kung-fu (bastante artístico, por sinal) muito menos me vendi ao sistema aceitando o cargo de dono da Microsoft substituindo o Bill Gates (e olha que eu faria algo melhor que o Vista).
Enfim, só me resta tirar férias. Ficarei dois meses ausente do blog em viagem de recuperação mental e reavaliação espiritual por lugares tão distantes que até o momento nem mesmo eu sei identificar quais são. Quando voltar, descobrirei o que farei, por hora, deixo três pistas do que imagino que será este novo rumo:

Neste link há um trabalho que gostei muito de fazer. A Pernambucas completou 100 anos e chamou a TV1 para montar um site comemorativo (VEJA AQUI). Colaborei com o texto. É impressionante o quanto se descobre pesquisando mais de 100 anos de história. Porém, o mais surpreendente para mim foi ver como os webdesigners conseguem deixar a coisa divertida e atrativa na internet.

Outro trabalho que participei, mas que infelizmente não poderei postar aqui, foi o Anuário de Noivas da editora Caras. Antes que me perguntem, informo, nada a ver com famosos. A editora Caras, além de publicar a revista, edita livros, anuários e até palavras cruzadas além de diversos outros produtos. E não, não fui ao casamento da Sandy! A revista chega às bancas no dia 10 de outubro. São 400 páginas com mais de 100 vestidos de noiva. Vale conferir, principalmente se você está caminhando rumo ao altar.

Por último, mas não menos importante, colaborei com a revista Bites do Manuel Fernandes. Ele é uma lenda do jornalismo de tecnologia/economia e a revista é muito bacana. Ou seja, fiquei todo "pimpão".

Por hora essas são as novidades e à medida que puder posto novidades de onde estiver (e se der tempo, só se der tempo). Meu compromisso agora é, por dois meses, não ter compromisso algum. Ou melhor, meus compromissos são comigo mesmo e com as pessoas que gosto, nunca com a agenda ou o relógio.

É isso. Como me disse um sábio amigo, não dá para pular da moto e pegar o trem em movimento sem soltar as duas mãos do guidão. É preciso arriscar.

Até a volta.

sábado, 13 de setembro de 2008

Custos reduzidos



Isso é o que eu chamo de otimização dos custos de transporte.

Via Romanian Web 2.0

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Escolha o seu lado



No site Side Taker casais contam suas versões da contenda e cabe ao público decidir, por meio do voto, quem está com a razão. Há desde reclamações do tamanho da bunda da namorada aos tradicionais casos de traição. As histórias são hilárias. Algo assim deveria ser instalado no escritório...

sábado, 6 de setembro de 2008

Cigarro: o estupro do passivo

Quem disse que as corporações não progridem? Muitas já baniram o fumo de seu ambiente de trabalho e inclusive incentivam seus funcionários a pararem. Esse vídeo do repórter Danilo Gentili, do programa CQC, da TV Bandeirantes, fez uma crônica do ato de fumar em um show de humor em Brasília. Gentili resume bem como o fumante passivo, meu caso, se sentem com o cigarro alheio: estuprado. “Aquilo (fumaça) que estava dentro do ativo, entra dentro do passivo, sem a sua permissão”.


Via Bombou na Web

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

A galáxia de fotos


Representações visuais de mecanismos de busca, principalmente de fotos, não são uma grande novidade. Entretanto, o Tag Galaxy é realmente surpreendente. Digite uma palavra na busca e você verá em uma única esfera uma representação em 3D das imagens no Flickr com as respectivas tags. À medida que você gira a esfera, vê simultaneamente dezenas de fotos. Basta clicar nas fotos para ampliá-las. Ótimo para perder tempo e achar fotos para ilustrar post de blogs. ;-)

I have a dream

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Sofra programador...

Difícil não se identificar com a dura rotina dos programadores de computador (vídeo em inglês).



Dica do AMF

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

A mala do mala

Finalmente uma mala para os malas que adoram fazer discursos a todo momento...



"A Orator’s Briefcase é uma pasta aparentemente normal, mas que carrega um apoio para livros ou papéis, um microfone em braço flexível e um sistema de PA com dois falantes de quatro polegadas e um amplificador de 20 watts."

Via Gizmodo Brasil

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Atrasadores de elevador (e não se renda ao relógio)



Existe algo mais irritante do que o elevador que não sai? A porta está fechando, você acompanhando o movimento da porta e eis que aparece uma mão para "segurar" a porta. Aí, ela se abre novamente e começa tudo de novo. A essa altura você já está na torcida para conseguir sair, porque dependendo do movimento do prédio você só verá a porta se fechar no quinto ou sexto abrir e fechar. Mas pensando nessa situação, já identifiquei o perfil do atrasador de elevador:

Cínico: Ele pára a porta, entra com um sorriso amarelo, e olha para todos como se nada tivesse acontecido.

Distraído: Parou por quê, por que parou? Ele entra e finge que não é com ele. Geralmente fica olhando fixamente para um ponto no teto do elevador.

Falso: Ele entre, pede desculpas e dá alguma explicação na linha do "eu estava atrasado". Mas e se EU estiver atrasado. E se EU, que cheguei primeiro, não estiver nem aí para o compromisso dele?

Arrependido: Ele parou o elevador mas agora que entrou quer fazer andar mais rápido.Fica apertando o botão, bate o pezinho e tal. Há milhares de tipos “atrasadores” de elevador, se você não for um, certamente conhece algum.

Em comum todos que emperram portas tem aquele olhar de culpa no momento em que fazem a porta se abrir e encaram de frente a turma que já está dentro. Por favor, entenda que esperar mais cinco minutos não vai te matar nem resolver a sua vida. Não esqueça que em boa parte dos casos que você trava a porta, geralmente o elevador já está cheio. E demorando mais para sair ele demora mais para voltar. Nem vou falar de quem fica segurando a porta à toa porque aí é descaso com o próximo mesmo.


SE VOCÊ SEGURA PORTAS, É ESCRAVO DO RELÓGIO

Contra o meu argumento você poderá dizer que eu que sou impaciente, mas a questão é outra. Prefiro pensar que eu mando nos meus horários e não os meus horários que mandam em mim. Não corro atrás de ônibus que está saindo. Não paro elevadores. Nem entro esbaforido no cinema no teatro ou seja onde for. É uma questão de postura. Saio cedo e chego no horário. Dizer que São Paulo ou qualquer outra grande metrópole é a culpada é uma desculpa esfarrapada, afinal, se você já conhece a cidade que vive, já deveria programar seus horários com contratempos e possíveis atrasos no roteiro.

E se chegar cedo, leia um livro ou tome um café. Se você não pode fazer isso porque falta tempo ou seu dia deveria ter 25 horas, acho que deve repensar a sua agenda. Talvez descubra até que precisa repensar a sua vida.