sexta-feira, 12 de junho de 2009

Heroes volta com beijo lésbico

Diante da audiência em queda, a equipe de roteiristas de "Heroes" planeja chamar a atenção do público por meio de um beijo lésbico na quarta temporada da série. Não seria a primeira vez, "The OC" e “Desperate Housewives” já usaram do mesmo artifício.

Segundo o site THR.com, o novo casal seria composto por Claire (Hayden Panettiere) e Annie (Rachel Melvin) uma jovem sexy que entrará na trama. Elas vão dividir o quarto (e talvez algo mais) na faculdade.

Rachel Melvin era uma das protagonistas da série “Days of Our Lives”.

G.I. Joe, o filme: a maior bomba do cinema?

Os comentários já não eram promissores para o filme "G.I. Joe" (sobre a animação que no Brasil ficou conhecida como "Comandos em Ação"). Seios aumentados com preenchimentos artificiais para atrizes, atores e equipe técnica insatisfeitos e comentários desabonadores por parte de fãs.

Mas o pior ainda estava por vir. Em um teste com espectadores, o filme obteve a pior avaliação de todos os filmes já testados pela Paramount, estúdio que está produzindo o filme. Os rumores dão conta de que o diretor Stephen Sommers, que estava encarregado do projeto, foi demitido. Ele continua na produção apenas paramanter as aparências, diz a revista New York (aqui).


Sienna Miller (foto), uma das estrelas do filme, disse que o G.I. Joe terá "armas, peitos, bunda e nenhuma atuação". Na verdade, nem seios. Foi revelado que Sienna usou preenchimento para aumentar o "front".

Nova animação da Pixar

Quem achava que a compra da Pixar pela Disney em 2006, por US$ 7.5 bilhões, prejudicaria a criatividade do estúdio, agora já tem motivos para repensar a opinião pessimista. Ao menos é o que se pode concluir ao assistir à divertida "Partly Cloudy", nova animação lançada pela Pixar. Mas a prova de fogo para a Pixar/Disney será com a estreia de "Toy Story 3", no Brasil prevista para junho de 2010.

Partly Cloudy

Partly Cloud



Toy Story 3


Via Geração Net

quinta-feira, 11 de junho de 2009

A crise dos clubes de stripper

A crise econômica faz mais uma vítima: a libido da populacão. Ao menos é o que demonstra o desempenho das redes de clubes de strippers dos Estados Unidos. O Rick's Cabaret International Inc. e VCG Holding Corp, as duas maiores cadeias de casas do gênero com ações listadas em bolsa (de valores), estão investindo em drinks mais baratos, diminuindo preços e redirecionando suas ações de marketing. A ideia é atrair um novo público, com perfil mais classe média, para substituir os magnatas dos tempos das farras das bolsas e hipotécas.

Segundo o Wall Street Journal (aqui), o Rick's declarou uma diminuição de 7.6% em vendas nesse segundo quarto do ano fiscal, que terminou dia 31 de março, comparado a um ganho de 8,2% no ano anterior. Já o VCG teve um declínio de 7% no primeiro quarto, comparado a um ganho de 6.4% no ano anterior.

O desempenho é decepcionante. As ações do Rick's e VCG caíram 77% e 84%, respectivamente, comparadas ao seu ponto mais alto, em dezembro de 2007. Os clubes já consideram até mesmo fechar as suas cozinhas onde eram preparados pratosrequintados como Kobe beef e lagosta. Até garrafas de Cristal Rosé, vendidas a $750 cada uma, encalharam. Algumas "funcionárias" dos estabelecimentos reclamam que em alguns casos o faturamento delas diminuiu até 75%.

E a crise não se limita aos Estados Unidos. No Japão o negócio também encolheu. Revistas como a Manzoku, especializadas em anúncios de fuzoku (acompanhantes para sexo), perdeu um terço de seus anúncios (aqui).


NÃO TENHA VERGONHA, A SAÍDA É CONVERSAR

Mas se o negócio está abalado, sem dar sinal de vida, não se desespere. Segundo o sociólogo Sudhir Venkatesh, da Universidade de Columbia e especialista na indústria de trabalhadores do sexo, uma baixa era normal e esperada. Cerca de 60% dos clientes dos clubes de stripper, em Nova York, por exemplo, eram empregados do sistema financeiro. Porém, afirma o especialista, as garotas de luxo vão ter muito trabalho. Como esse é um momento de maior carência emocional, elas vão ser ainda mais requisitadas porque "são especializadas em tomar conta de seus clientes, ouvem os problemas atentamente e conversam", diz Venkatesh. Ele acrescenta que em 40% desses casos a relacão sexual nem mesmo se consuma (aqui).


Toda essa história me faz lembrar de uma versão sórdida sobre como o Pinocchio descobriu que era de madeira: a mão direita dele pegou fogo.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Gugu fecha com a Record

Fontes seguras de dentro do SBT - até onde uma fonte do SBT pode ser segura - acabam de me confirmar que Gugu Liberato fechou com a Record. Não sei se os valores foram realmente aqueles anunciados durante as negociações, de R$ 3 milhões por ano. Só sei que os bispos estão com o diabo no corpo. Apenas no sentido figurado, é claro.

O avanço da Record é muito questionável, especialmente em se tratando de suas fontes de recursos. Mas nesse caso espero que a mudança de Gugu ajude a renovar um pouquinho a televisão aberta. Fazendo as mesmas coisas há décadas no SBT é que ele não ajudaria. Certamente haverá algumas ideias novas para o apresentador, e Sílvio Santos terá que pensar em algo novo para preencher sua grade dominical. Ok, é mais provável que ele recoloque no ar alguma velha atração requentada, mas a esperança é a última que morre.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Équidna, o mais estranho mamífero da terra


Sempre achei o ornitorrinco o animal mais estranho do planeta. Isso até instantes atrás, quando dei de cara com uma équidna em uma reportagem do NY Times (aqui). Uma espécie de "primo" do ornitorrinco, a équidna (Zaglossus bartoni) é uma espécie rara. Encontrada nas florestas tropicais da Nova Guiné e áreas da Austrália, o animal é uma prova viva da ligacão entre aves e répteis por um lado e ao mesmo tempo, mostra o parentesco com os mamíferos, como nós humanos, já que também tem filhotes envoltos em placenta.

A reportagem destaca o fato de um americano ter se especializado no animal. Isso seria uma maneira mais rápida de se tornar uma celebridade, afinal, quantos especialistas em équidnas você já ouviu falar?


Em homenagem à équina:
Simoni, ainda no Balão Mágico, e Roberto Carlos, cantando "É Tão Lindo" (Se têm bigodes de foca, nariz de tamanduá...)

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Cozinho, logo existo

Marmanjões que não se imaginam diante de um fogão, tremei. Ouso dizer, gora com base científica, que vocês são seres menos evoluídos que suas mães e esposas que se dedicam ao preparo dos alimentos. Tudo bem, posso estar exagerando, mas explico.

O livro Catching Fire: How Cooking Made Us Human, que acaba de ser lançado nos Estados Unidos (clique no link para comprar na Amazon), defende que aprender a colocar os alimentos no fogo, há dois milhões de anos, foi a evolução que deu origem a inúmeras outras e transformou o homem... em homem. O autor é Richard Wranham, um antropólogo biológico de Harvard. Não sei exatamente se gosto do que esse título quer dizer, mas a coisa é interessante.


Todo mundo sabe que quando o homem aprendeu que colocar alimentos - essencialmente carnes - no fogo, ganhou um grande diferencial na armazenagem de comida e na diminuição de mortes por consumo de carne contaminada. Ainda não li o livro, mas segundo esta boa matéria/resenha da Slate, Wranham defende que isso aconteceu há muito mais tempo do que pensávamos. Enquanto os registros arqueológicos até hoje datavam o domínio de técnicas de cozinha em 76 mil anos atrás, Catching Fire propõe que isso começou a acontecer há 1,8 milhão de anos.
Essa teoria tem um milhão de consequências na história da evolução como ela é contada hoje. Mais ainda: põe em xeque a teoria da relação entre o homem e o meio, porque para Wrangham a prática de cozinhar não é um produto do ser humano, e sim o ser humano é um produto dela. Assim, a arte da cozinha transformou uma criatura parecida com um símio no ser humano, o que inverte a lógica atualmente vigente.

Eu já comecei a me aproximar do fogão há alguns anos. É verdade que na linha evolutiva dessa prática eu mais pareço Conan, o Bárbaro, do que o Jamie Oliver. Mas tem gente por aí que está mais para um orangotango. Fica a pergunta para Richard Wrangham: será que em breve um chimpanzé conseguirá preparar um miojo?

Dica do Sr. Sabba via twitter.

A dança de casamento mais surreal de todos os tempos

Já vi muito casal dançando. Na verdade, já presenciei coisas na pista de dança que nem dezenas de coqueteis explicariam. Mas essa é uma dança de recém casados como você NUNCA viu. É surreal... e hilário!



Dica do Lui

Update 09/06/2009 - Mateus comentárou no post que esse vídeo é uma cópia descarada do popular vídeo Evolution of Dance. Bem lembrado!

domingo, 7 de junho de 2009

Para se defender de complô para destruí-lo, Google diz ser empresa "pequena"



Surpreendeu, além de causar certa incredulidade, a declaração de representantes do Google dizendo que de certa forma, eles são uma empresa "pequena". Isso porque o Google teria apenas 2,66% do total do mercado de anúncios. Estranho, já que é notório que o Google domina o mercado de anúncios on-line com aproximadamente 70% do faturamento.

Para chegar a uma participação de mercado de 2,66% o Google incluiu em sua conta todo o mercado de anúncios - TV, jornais, rádio e até outdoors entraram. Pode parecer questão de semântica, mas esses números, dependendo de como forem interpretados, podem definir o futuro do Google, ou mesmo matá-lo da maneira que o conhecemos hoje.

O tamanho e a influência do Google colocam-no cada vez mais na mira das agências reguladoras do governo americano. As acusações, em sua grande maioria, são de monopólio.

Até bem pouco tempo, o Google sempre foi visto com bons olhos por todos os setores da sociedade, afinal, que prejuízo haveria para o consumidor em uma empresa que fornece serviços gratuitos a seus consumidores? "Don't be evil" (não seja mal) é a filosofia corporativa pregada pelo Google. Mas essa visão está mudando, uma vez que nesse momento Washington está pendendo para a tese de que a simples existência do Google impede o desenvolvimento de outras empresas que possam concorrer com ele, o que em médio e longo prazo, poderia ferir o mercado. Pesam ainda acusações de domínio dos anúncios na internet, ditando regras e preços, além do acúmulo de dados dos usuários que usam o Google, o que ameaçaria a privacidade dos consumidores.

Segundo a revista Wired aqui, um dos grandes "fomentadores" das acusações seria a Microsoft. Como já passou por um longo e desgastande processo em que respondeu à acusação de monopólio, a empresa de Bill Gates tem vasto conhecimento sobre como trafegar nos tortuosos corredores governamentais de Washington quando o assunto é monopólio. Agora, estaria usando esse conhecimento contra o Google, com o apoio de outras organizacões, que reúnem de empresas de cabo a agências de publicidade, que se sentem ameaçadas pelo Google.

Mas o Google não está de braços cruzados. À medida que os processos se acumulam, a empresa começa a se articular e monta sua defesa. Já é normal encontrar lobistas atuando em favor do Google nos corredores de Washington. Dana Wagner, uma ex advogada antitruste do Departamento de Justiça americano, por exemplo, foi contratada ano passado pelo Google e está se tornando uma das mais atuantes porta-vozes da empresa.


"SOMOS PEQUENOS", SE DEFENDE O GOOGLE

Parte da defesa do Google é diminuir aos olhos do público seu tamanho e influência no mercado publicitário. É daí que surge o número de 2,66%, com apenas essa parcela do mercado ele seria pequeno demais para incomodar qualquer um. Mas como uma reportagem do Washington Post questiona (aqui). "Mesmo se você aceitar a tese do Google de que as linhas que separam as mídias foram apagadas pela tecnologia, ainda é difícil de explicar como a companhia pode manter uma margem operacional de 30%, apesar das perdas registradas em outras áreas, se enfrentasse competição séria" (Jornais, revistas e TVs têm apresentado constante queda de faturamento de publicidade nos últimos anos).

O fato é que até o momento ninguém conseguiu montar um caso consistente contra o Google na justiça demonstrando um domínio do mercado que prejudique o consumidor. Mas é só uma questão de tempo. Em 1911, a Standard Oil foi desmembrada; em 1982, foi a vez da AT&T; e em 1998, a Microsoft escapou de ser partida em companhias menores, mas sofreu sanções.

Ironicamente o futuro do Google está nos números. Mas não em dados frios analisados por computadores, e sim em como governo e sociedade interpretem esses números, seja 2,66%, 70% ou quaisquer outros que a guerra entre corporações levar o público e governo a acreditarem.

"Não seja mal... e prove ser bom" parece ser o novo lema do Google.


A imagem acima é de uma edição de agosto de 2007 da revista The Economist que já alertava sobre o crescimento de ameaças que o Google enfrentaria diante de seu sucesso avassalador na reportagem Who's afraid of Google? (disponível somente para assinantes).

iPanic: o iPhone para tempos de crise

Muito já se falou sobre os aplicativos do iPhone, mas garanto que apps como os criados por Holly Brubach para o iPanic você nunca viu. Desenhados para tempos de crise, esses aplicativos garantem que você consiga viver feliz mesmo diante da crise. Ok, é piada, mas é divertida. Foi publicado no NY Times (aqui). Clique na imagem abaixo para ampliá-la.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Sem-teto e on-line

Sensacionais as fotos do Wall Street Journal sobre pessoas que vivem nas ruas, não tem casa, mas tem e-mail e acessam a internet onde conseguem nas ruas de São Francisco, nos Estados Unidos.

Segundo o jornal, "mesmo pessoas sem um endereço na rua se sentem forçadas a ter um endereço na internet, mas estar conectado nas ruas exige determinação". A falta de tomadas onde há sinal de wi-fi disponível é uma das maiores dificuldades. (Clique na imagem para ampliá-la)





Veja a reportagem completa (aqui)

Dica da Ana G.

As 22 piores frases após o sexo

A sensibilidade é uma das características com as quais Deus é mais mão-de-vaca. Não é qualquer um que a tem, e mesmo assim as doses muitas vezes são pequenas.

E é nos momentos mais delicados em que a sensibilidade faz mais falta, obviamente. Por isso decidi listar as 22 piores frases para se dizer - ou se ouvir - após o sexo. Usei em parte a minha criatividade e em parte pérolas da corrente #3wordsaftersex do twitter. Por conta disso, me prendi ao desafio de fazer frases com apenas três palavras.


Eis as escolhidas:


22. Quem é você?
21. Que gosto estranho!

20. Pizza ou chinês?

19. Melhor você ir.

18. Na cara não!

17. Cadê minha batina?

16. A camisinha estourou!

15. Não me beije!

14. Vamos continuar tentando.

13. Traz uma gelada?

12. Não me ligue.

11. Saudades da ex...

10. Meu marido chegou!

9. Vá de táxi.

8. Quem é Ademir?

7. Parabéns, está contratada.

6. Agora me desamarra!

5. Não é contagioso...

4. Você já terminou?

3. Você já começou?

2. Você está dormindo?

1. CPF na nota?


PS: Escolhi 22 frases porque 22 é o meu número da sorte. E assim espero nunca ouvir ou falar nenhuma delas.

PS2: A imagem do presidente e ex-bispo paraguaio Fernando Lugo é meramente ilustrativa. Afinal, começamos falando de Deus e acabamos em sexo. E sem camisinha.

terça-feira, 2 de junho de 2009

EU SOU VOCÊ AMANHÃ

"Deus não joga dados", disse Albert Einstein ao questionar o princípio da incerteza defendido pelo físico alemão Werner Heisenberg na década de 20.

Maísa, a menina cobaia de Silvio Santos e Susan Boyle, a senhora cobaia da internet


Mas diante das imagens acima, Einstein que me desculpe, mas Deus é um jogador... e fanfarrão!

Dica do Marcelo

Update: Fui avisado de que a comparação já circula na internet há alguns dias. Anyway, essa veio por e-mail. Achei muito divertida.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Como é triste o fim - mesmo não sendo o fim

Muita gente está levantando a hipótese de o fim da Gazeta Mercantil ser mais um sinal do fim da imprensa impressa. Colaborou o fato de o megainvestidor Rupert Murdoch, dono da News Corp., ter afirmado na mesma semana do fim da GZM que não haverá mais jornais impressos em 15 anos. No Brasil, o Civita disse algo similar alguns meses atrás sobre as revistas da Abril.

Bem, não sou ninguém para contestar esses caras. Só que, vendo o caso da GZM de dentro, acho importante ponderar que a sua descontinuidade nada tem a ver com o fim dos jornais impressos.

A Gazeta era um veículo (bastante) lucrativo atualmente. Havia otimizado custos de impressão. Tinha uma equipe menor que a do Valor Econômico, mas fazia um jornal de qualidade. Para os anunciantes também não era bom pensar em um mercado quase monopolista do Valor, como o que a GZM tinha nos anos 90, quando cobrava os olhos da cara por seu espaço.

O problema da GZM vem do passado, de antes de a internet ser considerada uma ameaça. Má gestão simples e pura, que gerou um passivo impagável. Mas hoje, era um bom negócio. O problema é que a maior parte das receitas era automaticamente bloqueada para pagar as dívidas. Quando viu esses bloqueios se estenderem para suas outras empresas, o atual arrendatário da marca, Nelson Tanure, decidiu rescindir o contrato e devolvê-la ao dono anterior. Não sei se vai funcionar, mas é um compreensível ato de desespero.

Agora deve começar a disputa judicial entre os dois, com a marca GZM como uma batata quente sendo jogada de um colo para o outro. Só depois de essa história ter sido resolvida – e das dívidas terem sido pagas – é que a Gazeta Mercantil poderá voltar a circular, na minha opinião. Se isso demorar menos de 15 anos, pelas contas de Murdoch, talvez ainda vejamos a velha Gazeta nas bancas novamente. Porque ela acabou, hoje, mostrando que ainda é possível fazer um jornal rentável.

domingo, 31 de maio de 2009

A MELHOR MÚSICA DE AMORES DIFÍCEIS DA HISTÓRIA



A música"Hallelujah" é um clássico. "The O.C.", "The West Wing", "Gossip Girl" "House", "Watchman" e "Shrek", a lista de filmes e séries que em algum momento tocaram a canção é longa. Leonard Cohen, de 75 anos, autor da música, andou afastado por algumas décadas. Mas como um bom vinho, ou uma magnífica obra de arte que permanece longe das luzes por um longo período, Cohen volta revigorado. Neste vídeo, abaixo, Cohen aparece cantando recentemente em um show (se não me engano, Nova York - se alguém souber, por favor, comente).

É possível dizer que Cohen é o judeu mais cool desde Bob Dylan. Além de músicas folk de sucesso que discutem traumas e existencialismo, Cohen ficou famoso pela longa lista de conquistas: Janes Joplin e Nico, entre elas. Também é escritor, tendo publicado romances e poesia.

Em 1984, Cohen já era conhecido. Nessa época, em um quarto de hotel em Nova York, ele se debatia para terminar uma música de seu sétimo disco "Various Positions". A faixa em questão era “Hallelujah”. "Eu me lembro estar no carpete do Royalton de cuecas, batendo minha cabeça no chão, dizendo, 'eu não consigo terminar'", disse Cohen ao relembrar o disco anos depois.

A música foi gravada no estúdio Metropole, em Manhattan. Um lugar em cima de uma boate onde um sujeito ia durante as gravações oferecer strippers do clube. Uma das apostas de Cohen foi usar um teclado Casio na canção. O intrumento ainda não era uma invenção muito popular (Casio, diga obrigado a Steve Wonder por popularizá-lo!). O uso do teclado em “Hallelujah” foi quase um acaso, já que Cohen tinha ganhado o instrumento de presente pouco tempo antes.

Quando o disco "Various Positions" ficou pronto, a gravadora inicialmente se recusou a lançá-lo nos Estados Unidos porque Cohen havia brigado com o empresário e somente meses depois, no ano seguinte, apareceu nas prateleiras.

Temas bíblicos com imagens eróticas. Salvação e desespero. A mistura que Cohen tornou notória foi elevada à perfeição em “Hallelujah”. É tão perfeita que se tornou a saída infalível como trilha para qualquer cena que queira mostrar uma relação difícil. É um cliché, sem dúvida, mas quantos clichés resistem por 25 anos se não por sua qualidade?

Mauricio Stycer, em seu blog, fala do lançamento de “Live in London”, álbum duplo, com a íntegra de um concerto que Cohen apresentou no ano passado (leia aqui). Mas diferentemente do que Stycer escreveu, o álbum foi lançado no Brasil (ele acrescentou a informacão em um post dias depois).

Leonard Cohen - Hallelujah


Outra música popular de Cohen, Suzanne

sábado, 30 de maio de 2009

LINDAS MULHERES NUAS DESFILANDO NAS RUAS DE PARIS

Escrevi (aqui e aqui) sobre videoclipes que "inspiram" comerciais de TV. Divertido, instigante e muito bem sacado, este videoclipe "Baby Baby Baby" da dupla parisiense Make The Girl Dance, em que mulheres nuas caminham pelas ruas, é perfeito para ser adaptado para alguma campanha publicitária logo mais.



Dica do Raul

sexta-feira, 29 de maio de 2009

A CAMINHO DO CÉU (ao menos por dois dias)

Depois de um longo tempo, chegou o primeiro final de semana no qual não trabalharemos. "Cheek to Cheek"(mais conhecida como Heaven), cantada por Ella Fitzgerald e Louis Armstrong foi a primeira música que lembrei diante de tão rara oportunidade. Provavelmente por causa do refrão que enfatiza a sensacão de "estar no céu". Nesse vídeo, uma versão pouco "convencional" de uma dança entre trapezistas ao som de "Cheek to Cheek".

quinta-feira, 28 de maio de 2009

A PROVA DE QUE CONVERSA DE VENDEDOR É RIDÍCULA

Sempre achei divertido como vendedores e compradores negociam fora do mundo real (de um escritório para outro, por exemplo). Tudo por telefone ou e-mail, cada vez mais impessoal. E isso abre margem para absurdos cada vez mais constantes, na maioria das vezes, com a intenção de aumentar o lucro de alguém. Ironicamente, este alguém geralmente é uma empresa, que nem participa da conversa, ao menos não no sentido literal.

Abaixo, um vídeo que ilustra bem o absurdo dessas conversas (típicas de livros de liderança/auto-ajuda) a partir do momento em que elas são transpostas para o mundo real. (em inglês)



Via Twitter @dandalo

Update 05/06 - Troquei o vídeo original por essa versão com legendas.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

LANÇADO O MUSEU DA CORRUPÇÃO BRASILEIRA


Bem interessante esse MuCo (Museu da Corrupção) on-line, criado pelo Diário do Comércio. É um daqueles casos que de tão tristes se tornam engraçados. Segundo o site, a ideia é "dar aos seus leitores uma medida referencial do que acontece de vergonhoso nos bastidores de todas as esferas de poder".

Finalmente um museu à altura do nosso país. Aposto que não vai faltar material para aumentar o acervo.

Dica da Renata C.

COMERCIAL DO BRADESCO: CÓPIA DE VIDEOCLIPE DE OREN LAVIE?

Sobre as semelhanças entre o videoclipe "1234", da Feist, e o novo comercial da Brastemp, que comentei no post NOVO COMERCIAL DA BRASTEMP: INSPIRAÇÃO OU CÓPIA LAVADA?, a leitora Cynthia Bravo, por meio de um comentário, chamou minha atenção para outra dessas "coincidências": o comercial do Bradesco lembra muito o videoclipe “Her Morning Elegance”, de Oren Lavie. Veja e compare os clipes no blog comuniquec.

terça-feira, 26 de maio de 2009

O MELHOR FILME DE SCI-FI DO ANO



Poucos gêneros se adaptam tão bem à crítica social como a ficção científica - clássicos como "1984", de George Orwell; "Admirável Mundo Novo", de Alous Huxley e "Blade Runner, o Caçador de Androides" são exemplos clássicos. Portanto, faz todo sentido que uma das mais instigantes obras discutindo dilemas contemporâneos produzida recentemente seja "Sleep Dealer". Vencedor do último festival de Sundance, o filme do diretor Alex Rivera conta a história de Memo, um jovem que em um futuro não muito distante, luta para sobreviver em Tijuana, no México.

Nesta distopia, as fronteiras entre Estados Unidos e México estão fechadas. A água é dominada por uma corporação multinacional e quem quiser consumi-la deve comprá-la de um robô. As cyberfábricas empregam a mão-de-obra local, que se conecta em redes de computadores para controlar robôs a centenas de quilômetros de distância (geralmente nos Estados Unidos). E Memo, que é um hacker autodidata, se envolve com Luz, uma jovem com segundas intenções (não as que fariam a alegria de um nerd).

Temas como outsourcing, cyberterrorismo, grandes corporações, guerras por controle remoto, diários na internet, criam o pano de fundo para a trama, que no fundo, como boa parte das narrativas de sci-fi, é uma grande história de amor.

O grande mérito do filme é mostrar que o fato de estarmos mais conectados, não necessariamente significa que teremos maior igualdade social.

O filme estreou em abril nos Estados Unidos e ainda não tem data de estreia no Brasil.

Trailer de "Sleep Dealer"


Um versão mais longa, com trailers do filme reunidos (depois dos primeiros 5 minutos, os trailers se repetem, mas em legendas - será uma falha na Matrix?)


Update: troquei o primeiro vídeo do trailer que postei por essas duas novas versões. O antigo, oficial do filme, iniciava automaticamente quando a página do blog era aberta. Como por enquanto o controle sobre o que assistir nesse blog ainda é seu, e não de um computador ou sistema de publicidade de estúdio, optei por mudá-lo.

ADVOGADOS COMEMORAM CONCORDATA DA GM


A expectativa de que a GM entre em concordata a partir de 1 de junho nos Estados Unidos já movimenta escritórios de advocacia americanos. Com diversas outras empresas em concordata, incluindo as gigantes Chrysler e Lehman Brothers, já se fala na escassez de advogados especialistas no tema.

E falências são negócios milionários. Além dos honorários dos profissionais, há contas de hotéis, restaurantes e viagens. Segundo reportagem do NY Times, o escritório Weil, Gotshal & Manges, de Nova York, que está encarregado do caso da concordata do Lehman, já mandou uma conta de US$ 55 milhões pelos três primeiros meses de trabalho. E como a concordata da GM será muito maior e mais complexa - pois envolve uma gigantesca cadeia de fornecedores, revendedores e clientes - pode-se imaginar o tamanho da conta.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

AS REVELAÇÕES DE ANNA WINTOUR (o Diabo que veste Prada)

Sou um admirador de Anna Wintour. Diretora da revista Vogue americana, ela levou a publicação a um novo patamar - e por hora parece estar longe da crise econômica que assola o jornalismo nos dias de hoje.

Anna é tão influente que foi inspiração para o livro e filme "O Diabo Veste Prada". Darth Vader da moda, dizem alguns. Megera, disparam outros. Aposto que é tudo verdade. Mas o fato é que ela sabe o que faz. E o mais interessante, não nega nenhuma das acusações.

Achei divertida essa entrevista que ela deu para o 60 Minutes, da CBS (aqui).

Ela revela que usa óculos escuros porque se estiver gostando, ou não, de um desfile, ninguém poderá perceber. Minha parte preferida são as caras de desprezo que ela faz para a equipe e as câmeras mostram.

E mais. A Condè Nast, editora que publica a Vogue, paga todas as contas do cabeleireiro e maquiagem de Anna, que são feitos diariamente. Sem falar em almoços, viagens e tudo mais que a editora necessitar em seu cotidiano.

No programa, Bernard Arnauld, presidente do conglomerado de moda LVMH (Louis Vuitton Möet Hennessy), conta que foi Anna quem o convenceu a contratar John Galliano para a Dior.

Karl Lagerfeld diz que Anna é "difícil", mas que ele gosta de mulheres "difíceis".

Galliano vai além, diz que não seria quem é sem ela.

É mais fácil achar nota de R$ 100 na calçado do que encontrar um Cristo da moda que fala algo contra Anna.

Enfim. Anna Wintour é gente que faz. Ou melhor, sabe mandar fazer.

O QUE É UM GEEK (uma definicão para quem não conhece o tema)

A Camila diz em um comentário da nota DIA DO ORGULHO GEEK E DOIS CLÁSSICOS NERDS, que ainda não entendeu o que é um geek. Vou tentar ajudar. Definições são sempre complicadas. Nunca dão conta de todas as facetas de um assunto e acabam deixando o tema sempre mais rasteiro do que verdadeiramente é. Mas vamor tentar.

Um geek é um apaixonado por tecnologia e referências da cultura pop em geral. Séries de ficção científica, por exemplo, costumam entrar com facilidade no panteão da geeklândia, assim como heróis de quadrinhos, videogames e jogos que desafiem o intelecto de maneira geral. Dá para dizer que o geek é um nerd, ou CDF, repaginado. Agora ele tem amigos, e é popular, principalmente no mundo digital, que facilitou o encontro de pessoas com gostos particulares. A internet teve um papel fundamental na cultura geek. Graças a ela, que conectou milhares de pessoas no mundo todo, descobriu-se que os geeks sempre estiveram por aí, mas não eram tema de muito debate - ao menos não como um grupo ou movimento. Talvez porque quando reunidos, ainda ficavam confinados a lojas de gibis, bibliotecas, laboratórios ou garagens onde montavam engenhocas ou sonhavam com mundos onde a imaginacão vale mais do que a realidade nua e crua - como os fãs de futebol, por exemplo, parecem preferir.
Personalidades como Steve Jobs (fundador da Apple) e Bill Gates (fundador da Microsoft) ajudaram a consolidar uma imagem positiva sobre os geeks modernos. Mas eu ousaria dizer que personalidades como Albert Einstein e Alfred Hitchcock, por exemplo, foram tipos de geeks, ao usaraem uma imaginacão fértil para redesenhar o mundo que os cercava. E isso com muito humor e diversas referência à cultura pop de sua época.

DIA DO ORGULHO GEEK E DOIS CLÁSSICOS NERDS

Hoje é o Dia do Orgulho Geek. A data foi escolhida por ser o aniversário de estreia do primeiro filme Star Wars, em 1977. A comemoração começou em 2006, na Espanha, mas logo ganhou o mundo. Detalhes na Wikipedia (aqui em inglês)

Para celebrar, abaixo dois ícones geeks. Um mais antigo e outro mais recente. Se você não conhece, não se sinta excluído, você só não é suficientemente geek.

Thomas Dolby canta "She Blinded me With Science"


O disco "The Golden Age of Wireless", de Thomas Dolby, segue como um dos melhores álbuns já gravados. E após 17 anos ele voltou aos estúdios. Você pode conferir mais sobre o trabalho do artista em seu blog ThomasDolby.com.

Abaixo, cena de "The Big Bang Theory" e o já antológico "Rock Paper Scissors Lizard Spock"



OK, se você já conhece esses dois clássicos, então já pode dominar o mundo.

Dica da Renata